Antes de começar a análise do outro lado do problema da política, peço que, para maior entendimento, seja lido a exposição e análise realizada no post anterior, por Vitor Hugo.
Após esta leitura, podemos pensar: Mas, e o outro lado, não teria também sentido para explicar o problema da política?
Sim, com certeza possui sentido. Pela análise do segundo caso, temos que o brasileiro não se importa com política pois ela não funciona. Sustentando esta tese, tem-se a idéia que desde os primórdios da política brasileira, ela não funcionou corretamente.
Fazendo uma análise histórica, constata-se a verdade. Pegando da época imperial aos dias atuais, tivemos pouco do que nos orgulhar na política nacional. No império, tinhamos indicações feitas polo Imperador, assim como disputa entre poucos, onde a grande maioria da população quedava-se de fora, sem poder dar seus palpites no sentido de melhorar o sistema.
Pensou-se que com a Proclamação da República, isto mudaria. Mas não. aí caímos nas mãos das oligarquias cafeeiras e leiteiras, a política do café com leite! Junto com isso, aproveitando-se que antes a maioria da população não estava inserida na política, e agora começava a ser inserida, foram "criados" os coronéis e o voto de cabresto, uma maneira de garantir que poucos tenham acesso ao restrito ramo da política. Com os políticos restringindo a entrada de sangue novo na política, apenas os mesmos políticos corrompiam o sistema, e deixavam a população cada vez mais descrente no sucesso da política.
Foi-se criando, então, com o tempo, entrasse era política, saísse era política, um desgosto da população por ela, um sentimento que ela não funciona, após tantas decepções; ou então um sentimento que uma pessoa, sozinha, salvaria a política, e, quando ela saía do poder, paravam de acreditar na política novamente. E com isso, a classe política fez aquilo que lhe restava fazer: com o desinteresse da grande massa, então eles poderiam controlá-la por seus meios habituais, e continuar realizando suas ações sem interferencia da população.
Para solucionar, então, este problema, teriamos que partir para uma moralização da classe política. Fazer com que os politicos conscientizem-se que são os representantes do povo, e que não é necessário que haja interferência direta da população para que eles trabalhem direito. Assim, com o passar do tempo, a população poderá voltar a acreditar na política, e, gradativamente, participar dela. A participação da população na política é essencial para que vivamos em um sistema realmente democrático.
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